segunda-feira, 18 de abril de 2016

Conclusão sobre a Origem do Cavalo

Conclusão

Origem e evolução do cavalo

Para muita gente, a espécie equina é o exemplo clássico de evolução. À medida que mais e mais fósseis de cavalos foram sendo encontrados algumas ideias sobre a evolução destes animais foram mudando, mas os equinos não deixam de ser um bom exemplo quando nos referimos a evolução.
De facto, temos agora fósseis de diferentes espécies e géneros, que nos permitem avaliar as causas de uma outra outra especificação própria do processo evolutivo.
Além de mostrar que houve de facto uma evolução, o fóssil equidae mostra outras características da dita evolução:
  • evolução não acontece numa linha exacta. É como um arbusto que se vai desenvolvendo, sem ter um objectivo predefinido. A evolução do cavalo não teve um sentido inerente. Há a noção de que houve de facto um desenvolvimento da espécie porque acontece apenas um dos géneros estar vivo, o que leva algumas pessoas a pensar que a evolução tinha como objectivo esse género específico. A evolução equina é um ramo bastante diversificado, que está amplamente descrito nos livros e textos de biologia.
  • Não há nenhuma “tendência” verdadeiramente consistente. Seguir uma linha desde o Hyracotherium até ao Equus mostra que várias alterações se foram dando, tais como a redução do numero de dígitos, aumento do tamanho dos dentes e modificação dos mesmos em prol da mudança de alimentação, alongamento do chanfro, aumento do tamanho do corpo. Mas estas alterações não se verificam em todas as linhas de evolução. A tendência principal foi o aumento da altura dos exemplares, no entanto há espécies que não respeitam esta regra, ou seja, que diminuíram de tamanho em relação aos seus antecessores (ArcheotippusCalippus). Alguns cavalos desenvolveram fossa nasal, outros perderam-na. Estes traços não evoluíram necessariamente juntos ou de uma forma constante. Por exemplo, durante todo o período eocénico os membros mudaram muito pouco e somente os dentes evoluíram. Durante o período miocénico dentes e extremidades (dos membros) evoluíram rapidamente. As taxas de evolução dependem das pressões ecológicas que a espécie tem que enfrentar.
  • Novas espécies podem surgir através de mecanismos evolucionários diferentes. Por vezes as espécies podem afastar-se das características dos seus antecessores (ex: Miohippus do Mesohippus) e passar a co-existir com os mesmos. Outras espécies podem surgir através de uma alteração genética nos seus antecessores. Por vezes apenas um ou duas espécies surgiam, ou então haviam longos períodos sem surgir nenhuma nova espécie (ex. em todo o período Eocénico só o Hyracotherium existiu), outra vezes haviam um vasto leque de novas espécies, quando as condições ecológicas o permitiam.
De novo a evolução ocorre de acordo com as pressões ecológicas a que estão sujeitas os indivíduos das várias espécies e nas variações ocorridas dentro das várias espécies.
A evolução acontece no mundo real, com variações diversas, não podendo ser reduzida a um processo simples e único.
Este artigo foi publicado na Revista nº6 do Mundo dos Animais, em Abril de 2008, com o título “Origem e evolução do cavalo”.

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