segunda-feira, 25 de abril de 2016

Rodeio do Balneário Cascatinha

No dia 23 de Abril ocorreu  o 10° Rodeio Crioulo do Piquete Cascatinha onde compareci no sabado,estava muito legal.

 Acampamos lá,os únicos problemas foram o banho frio mas por outro lado conheci umas gurias de Catuípe que são muito legais ,e outro problema foi que como todos os rodeios não conseguimos durmi por causa dos barulhos dos vizinhos hahshahshahhshs,mas tudo bem tentamos pelo menos .
Nosso domingo começou assim com um amanhecer lindo...


 e o rodeio continuou e o nosso amigo conseguiu ganhar a força C parabéns pra ele . e continuando o rodeio foi top com pessoas megas especiais pra mim.


e foi esse o nosso domingo,agora só a espera do próximo rodeio...

quarta-feira, 20 de abril de 2016

DIFERENÇAS ENTRE OVELHEIRO GAÚCHO E BORDER COLLIE

Normalmente um leigo não sabe diferenciar um Ovelheiro Gaúcho de um Border Collie, isto porque, no geral, são cães morfologicamente semelhantes. Tenho visto muita gente boa dizendo por aí que tem um Border Collie, mas quando pergunto qual a origem do cão recebo respostas vagas do tipo “sempre tive lá fora” ou “vieram da estância do seu fulano”. Geralmente as pessoas confundem cães pretos e brancos, de pelo longo ou médio, com um Border Collie, mas esta raça se diferencia mesmo pela sua postura no trabalho: o corpo agachado; olhar fixo e concentrado; rabo sempre caído entre as pernas e em forma de “J”; sem jamais latir.

Border Collie em posição de trabalho.

A aparência do Border Collie pode variar muito tanto em coloração como em comprimento do pelo. O padrão internacional da raça permite tanto o pelo curto quanto o moderadamente longo e todas as cores sem o predomínio do branco.

Diferentes aparências em Border Collie

Segundo Alexandre Zilken de Figueiredo (em matéria publicada no site caespastores.com em 21/05/2007) “O Border Collie não deve ser encarado como um animal de estimação. Ele é uma máquina de trabalho”. Ele também afirma que “Trabalhar com um Border é bastante diferente do que trabalhar com outras raças, incluindo os ovelheiros. Por não latir e movimentar-se com extrema precisão, acabam por diminuir o estresse dos animais e realizar as tarefas mais complexas com muito mais rapidez”.

Já o Ovelheiro Gaúcho se caracteriza por apresentar pelos medianamente longos, sendo aceitas todas as colorações, a garupa é reta enquanto que a do Border Collie é arqueada (está é a primeira característica que um bom juiz olha, quando se vai realizar o registro de um exemplar de Ovelheiro Gaúcho). São cães completos, realizando atividades de pastoreio e guarda, sendo utilizados para dar alarme quando da chegada de estranhos ou afugentar animais selvagens que geralmente atacam galinheiros; são também excelentes cães de companhia, pois são animais de temperamento calmo quando não estão trabalhando, portanto são mais versáteis que um Border Collie.

O Ovelheiro Gaúcho é uma raça que foi selecionada para o trabalho do campo, com a missão de acompanhar o peão em suas lides rurais, desempenhando a função de conduzir as ovelhas, buscando-as no campo e levando-as a bretes e piquetes, também guardando-as e protegendo-as de outros animais e, até mesmo, de cães e de pessoas desconhecidas.

Os Ovelheiros Gaúchos de boa genética trabalham com gado e ovelhas de maneira diferenciada, com as ovelhas não latem, arrebanham e conduzem os animais rapidamente sem latidos e algazarra, mas sabem avaliar a situação e se necessário podem latir, empurrar com as patas dianteiras e dar avanços como se fossem morder, fazendo com que as ovelhas mais reticentes e ariscas avancem, cruzando sangas, banhados e entrando nas mangueiras e bretes. Já soube de uma apresentação com a raça Border Collies com ovelhas da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, que foi por água abaixo, porque as ovelhas utilizadas na apresentação estavam acostumadas com ovelheiros que latiam quando necessário, como os Border Collies não latem as ovelhas simplesmente não se mexeram.

Anteriormente havia afirmado que uma vantagem dos Ovelheiros Gaúchos sobre os Border Collies era a pegada no garrão (mordida que o cão Ovelheiro Gaúcho dá no jarrete da pata posterior do gado bravio, a fim de fazê-lo andar), mas o Sr. Alexandre Zilken de Figueiredo, criador de Border Collies, me afirmou, bons cães desta raça também possuem esta característica. Devo dizer que o Australian Cattle Dog e o Cimarron Uruguaio também trabalham desta maneira.

Todo o peão campeiro sabe o valor de um cão que morde no garrão, pois não há gado por mais bravio, arisco ou empacador que não volte para a tropa e não ande após receber uma mordida no garrão. Já conheci peão que se gabava de que todos os vinte cães Ovelheiros Gaúchos da estância eram pegadores. Já conheci peão que se gabava de que todos os vinte cães Ovelheiros Gaúchos da estância eram pegadores.

Ovelheiro Gaúcho conduzindo e mantendo apartado o gado.

Outra característica importante do Ovelheiro Gaúcho é a habilidade de retirar o gado do mato com rapidez e eficiência devido às características de latir e se impor por seu tamanho maior chegando muitas vezes a paletearem um novilho para junto do rebanho.

Analisando o custo/beneficio das raças, verificamos que o Ovelheiro Gaúcho realiza as mesmas funções que o Border Collie, além de trabalhar de forma mais eficiente com o gado bravio e conseguir conduzir animais que estão habituados com cães que latem, bem como trabalharem dentro do mato. Outra vantagem, é que como os Ovelheiros Gaúchos não são “máquinas de trabalho” e sim “cães para trabalho”, podem exercer a sua outra característica que é guarda e alarme na volta da casa, não necessitando ficarem presos em canis ou encerras. Já os Borders Collies conforme me informou um criador, durante uma apresentação dos seus cães, necessitam ficar presos, senão ficam o tempo todo trabalhando, juntando patos, galinhas e qualquer animal que esteja por perto. Por fim, após um exaustivo dia de trabalho o Ovelheiro Gaúcho ainda pode oferecer companhia ao seu dono, fazer e receber carinhos, brincar com as crianças da casa e dormir aos seus pés, pois é um cão extremamente fiel e amigo das pessoas da casa, coisas que jamais poderemos esperar de um Border Collie, pois ele não é um animal de estimação.

O problema maior do Ovelheiro Gaúcho é ser uma raça brasileira, selecionada no Rio Grande do Sul e ser pouco difundida fora do estado. Outro problema é o pouco número de criadores registrados. A maioria dos bons plantéis estão nas grandes estâncias, onde os cães ainda continuam sendo submetidos a rigorosos critérios de seleção durante o trabalho. Com certeza, com uma maior difusão, o Ovelheiro Gaúcho vai se tornar uma das raças preferidas para pastoreio.

                                                                               Autor:

Eduardo José Ely e Silva

As Cores Dos Ovelheiro Gaucho


OVELHEIRO GAÚCHO


O ovelheiro gaúcho é uma raça canina originada nos pampas do Rio Grande do Sul, Brasil. Sua origem é muito antiga e controversa, e na década de 2000 foi oficializada como raça pura pela Confederação Brasileira de Cinofilia.

Sua origem remonta aos cães trazidos pelos colonos portugueses aos campos do Rio Grande do Sul durante o século XVIII, após a Guerra Guaranítica começa um processo de ocupação de colonos para garantir a demarcação das fronteiras no sul do Brasil.


Junto a estes camponeses, vem de Portugal cães para auxiliá-los no trabalho rural, estes cães eram da raça cão da Serra de Estrela. 

Em um período  posterior, também chegaram ao Rio Grande do Sul cães da raça scotch collie, uma raça britânica extinta, com origem na Escócia e norte da Inglaterra, chegaram junto a rebanhos de ovelhas importadas da Argentina, onde eram criadas por muitos 
colonos escoceses e ingleses, estes rebanhos tinham como destino o Rio Grande do Sul, o Estado do Brasil com mais tradição na criação de ovelhas, e era comum alguns cães pastores irem junto com o rebanho neste tipo de negócio.

O cão da Serra da Estrela e o scotch collie já em solo brasileiro, teriam se miscigenado naturalmente nas fazendas gaúchas de criação de ovelhas, e também sofrido uma seleção artificial feita pelos peões, que sempre procuraram cruzar os cães com mais aptidão ao pastoreio das ovelhas, além de terem geração após geração sofrido um processo de  seleção natural e adaptação ao clima do sul do Brasil, que tem peculiaridades em relação ao clima da Serra da Estrela, em Portugal, e da Escócia e norte da Inglaterra.

A primeira referência sobre o ovelheiro gaúcho é de 1820, por August de Saint-Hilaire, em "Viagem ao Rio Grande do Sul", que informa serem usados cães para o trabalho conhecidos como ovelheiros, na área rural do município de Rio Grande, no interior gaúcho, região de fronteira onde os cães eram criados junto das ovelhas, e além da tradicional atividade de pastoreio do rebanho de ovelhas, o autor relata que os ovelheiros gaúchos tinham a ingrata função de proteger o rebanho contra cães até então selvagens da raça cimarron, originários do Uruguai e comuns na fronteira entre ambos os países. 


Década de 1950 no Rio Grande do Sul


Em 1860 temos outro registro sobre o ovelheiro gaúcho, o livro "As missões orientais e Seus Antigos Domínios" de Hemetério da Silveira, narra que neste período, criadores da Serra Gaúcha se utilizavam de cães ovelheiros para proteger o rebanho.


O ovelheiro gaúcho é de porte médio a grande, há um evidente dismorfismo, onde os machos normalmente são bem maiores que as fêmeas, são de pelagem média a longa, todas as cores e combinações são permitidas. 



No campo, o ovelheiro gaúcho é um exímio pastor de ovinos, mas também conduz muito bem rebanhos bovinos, por serem um pouco maiores do que as tradicionais raças pastoras de ovelhas e principalmente devido a seu estilo de pastoreio, utilizando-se de mordiscadas no tornozelo da rés, para desempacá-la, já que apenas movimentação, muitas vezes não funciona com rebanhos de bovinos.



segunda-feira, 18 de abril de 2016

Crioulo
Cavalo Crioulo

 Cavalo Crioulo originou-se de raças provenientes da península ibérica, como oAndaluz e o Berbere. Os primeiros ascendentes do Cavalo Crioulo foram trazidos para a América pelos colonizadores durante os primeiros anos após o descobrimento.

Atualmente o Cavalo Crioulo é criado principalmente no estado do Rio Grande do Sul, além de países sul americanos como Uruguai, Chile e Argentina.


O Cavalo Crioulo é um cavalo de sela com caráter tranquilo, inteligente, e dócil. É uma raça muito ágil, forte e resistente, sendo considerado especialmente apto na lida com o gado.

De estrutura óssea compacta e musculatura extremamente consistente, o tamanho do Cavalo Crioulo pode variar entre 1,38 e 1,50 m. O peso fica entre os 300 e 450 kg
Collie
Collie

Collie - Este belíssimo cão de pastoreio começou a chamar a atenção dos cinófilos no princípio do século 19, e nessa época, era mais conhecido na Escócia setentrional. Tinha uma cabeça mais curta e era mais baixo do que os exemplares conhecidos hoje.
Numerosas hipóteses foram propostas a respeito de sua ascendência. Alguns afirmam que deriva de cães como o Terra Nova ou o Setter Gordon, enquanto outros o vinculam ao Deerhound e aoScottish Terrier.
A fama de que goza hoje, tanto na América quanto na Europa e Austrália, deve-se por certo, à sua beleza e a seus excepcionais dotes psicofísicos, que lhe permite desenvolver não só tarefas que lhe são próprias, isto é, as de cão pastor, mas também as de adestramento policial, guarda, caça e obediência.
A estrutura física da raça Collie expressa força e agilidade. Este é um cachorro que conquista imediatamente com sua grande beleza, demonstrando dignidade e nobreza, com cada zona do seu corpo muito bem proporcionada ao conjunto.

A exuberante pelagem confere harmonia à forma dos cães desta raça. Na variedade de pelo longo (Rough Collie) a pelagem é muito densa, longa, tem cobertura áspera e subpelo suave e compacto, quase ocultando a pele. A coloração admitida inclui três tons: marta e branco, tricolor e azul merle.

A altura dos cães machos da raça Collie varia de 56 cm a 61 cm, medidos sempre a altura da cernelha. As fêmeas medem de 51 cm a 56 cm. O peso pode variar de 18 a 29 kg.

Raças Cavalos e Cachorros

Irei começar a postar as raças de cavalos e cachorros que mais gosto,ou admiro. Nao postarei tudo de uma vez tentarei fazer diferenciado.

Quarto de Milha
Cavalo Quarto de Milha

O cavalo Quarto de Milha é o primeiro cavalo de criação americana, selecionado a partir de 1611 através do cruzamento entre garanhões mustangs, de origem Berbere e Árabe, e éguas de origem inglesa.

O cavalo Quarto de Milha é especialmente apto para o trabalho de condução do gado, principalmente por seu extraordinário arranque e por ser um cavalo capaz de percorrer curtas distâncias com incomparável velocidade.

A cabeça do cavalo Quarto de Milha é pequena, com a fronte ampla, perfil reto, com olhos grandes e bem afastados entre sí. O Quarto de Milha apresenta temperamento dócil e inteligente.

O cavalo Quarto de Milha é um cavalo de porte médio, sua altura fica entre 1,52 e 1,62m. É considerado um dos cavalos mais versáteis, utlizado principalmente em provas de hipismo rural, corridas planas, salto e ainda na lida com o gado.